[SORTEIO] Que tal ganhar um VINIL do #ELO, da nossa querida MARIA RITA ??? ♥ ♥ ♥

REGRAS para participar do SORTEIO:

1ª – Seguir o @mariaritanet no Twitter;

2ª – RT ( RETWEET AUTOMÁTICO) na seguinte frase:

Sigo o @mariaritanet e “nada irá conter essa folia” porque vou ganhar o VINIL #ELO,da MARIA RITA + http://kingo.to/X27 + #VinilEloMariaRita

O SORTEIO será realizado pelo http://beta.sorteie.me/

ao meio-dia, horário de BRASÍLIA, no dia 05/02/12 e o contato com o ganhador(a) será feito via DM.

PARTICIPEM!!

Chamem os amigos!!

Boa sorte a cada um de vocês!!!

“PRA GENTE SER FELIZ

PRA GENTE DESFILAR POR ESSA VIDA…”

Add to orkut

Posted in DESTAQUE | Tagged , , , | Leave a comment

“É muita luz/ é emoção…” Para a MARIA RITA e NOSSOS SEGUIDORES: Um E-MAIL bonito, sensível, inesperado…

Querida MARIA RITA e queridos SEGUIDORES:

É com emoção e muitas lágrimas derramadas que vou transcrever aqui, o trecho de um e-mail que recebi em final de novembro e que guardei “segredo” até hoje (foi difícil não contar isso para ninguém), com o recebimento, em minha casa, de um PRESENTE para os seguidores do @mariaritanet.

“Olá, Cida Cabanas!

Conheço você desde 2004, quando colocou no ar um fotolog lindo em homenagem à Maria Rita. Era o “ESTRELA, ESTRELA”, onde eu entrava todos os dias para ler seus relatos cheios de emoção dos shows, das viagens que fazia, de tantas coisas legais…

Continuei te acompanhando porque desde o início, me tornei fã de Maria Rita e percebia em você, a existência de uma verdadeira fã.

Sigo o @mariaritanet no Twitter, mas prefiro não me identificar.

O trabalho que você faz no http://mariarita.net/ é bonito, sério, cuidadoso, de muito bom gosto. Que espetáculo de site!!

Maria Rita deve sentir muito orgulho de ter uma fã como você.

Então, por te admirar enquanto fã dedicada e como um ser humano generoso e amável com todos, decidi doar um presente para você sortear entre seus seguidores.  Já vi que fez mais sorteios no site e foi um sucesso.

Espero que você fique feliz e que seus seguidores participem em massa desse sorteio.

Hora de dizer o que vou doar; deve chegar no final de dezembro em sua casa. Só solicito que você me envie seu endereço por e-mail.

Para você sortear entre seus seguidores:

O VINIL do “ELO”, da  MARIA RITA.

(…)

Um forte abraço de um admirador de MARIA RITA e do http://mariarita.net/ “

————————————————————————–

CHOREI…

Foi intensa a emoção…

Eu mal podia crer que li algo tão bonito…

Tive de me segurar, pois precisava ter a certeza de que o PRESENTE chegaria em minha casa.

E chegou, há 2 dias, em 04/01/2012, “Pra Matar Meu Coração…”

Há coisas na vida que chegam de uma forma tão bonita que “não tem preço”!!!

Então, no PRÓXIMO POST, vamos à parte prática porque já chorei muito e espero que vocês fiquem felizes!!

Bjo, com carinho.

CIDA.

PS: Os comentários no site estão normalizados, depois de 3 meses “brigando”(no bom sentido) com o servidor.

Se quiserem, já podem comentar!!!

Add to orkut

Posted in DESTAQUE | Tagged , , , , | 9 Comments

Há 7 anos, em 20/01/2005, MARIA RITA (en)cantou, emocionou e arrebatou o público na PRAIA DE IPANEMA – RJ. Turnê “MARIA RITA”. Feriado inesquecível!

Eu cheguei na Praia de Ipanema bem cedo.

Mal podia crer na dimensão da emoção que eu iria sentir, no momento único que viveria…

Chovia muito… Um temporal desabou no início da tarde e eu não parava de olhar para o ceú e para o palco, já montado e esperando a chegada da cantora que já era a minha favorita, desde 2003. É lógico que fiquei encharcada mas isso não tinha a menor importância.

A hora ia passando, o coração disparando forte, a ansiedade crescendoa cada minuto…

De repente, o temporal passou, o sol começou a brilhar e em poucos minutos, MARIA RITA começava a passagem de som…

MEU DEUSSSSSSSSSSSSSSSSSS… era muito forte a emoção: vendo, de pertinho, horas no palco, cantando, observando os detalhes, repassando as canções… A sensação era de que eu não sobreviveria ao que via acontecer naquele palco….

NÃO PARECIA REAL…

De repente, MARIA RITA começa a cantar uma música que eu não conhecia e assim como eu, as pessoas que ali estavam, olhavam para o palco boquiabertas: ela cantava “MINHA ALMA”, pela 1ª vez…

EU CHOREI… AS PESSOAS CHORARAM…

Nem vou escrever mais porque to aqui em lágrimas: parece que acabou de acontecer e já faz 7 anos…

A passagem de som acabou e eu ainda chorava…

A tarde ficou mais bonita e o sol aqueceu aquela tarde mágica!!

Nova ansiedade: esperar a hora do show!!

Quando MARIA RITA foi anunciada, olhei para o céu e uma LUA IMENSA, LINDA, estava bem em cima do palco! PURA MAGIA!

MARIA RITA encerrou o evento com garra, brilho, emoção, entrega absoluta, presença de palco absurda e a comoção tomou contada PRAIA DE IPANEMA…

E, desde então, o feriado de SAO SEBASTIÃO nunca mais foi o mesmo…

Nessa época, minha câmera digital era bem pequena, bem simples e não consegui tirar fotos do show: só postei 4 e mesmo assim, bem escuras, mas vale o registro.

Importante mesmo são as recordações: essas não se apagam e estão bem vivas, no coração e na alma!!

Add to orkut

Posted in DESTAQUE | Tagged , , , , , , , | Leave a comment

Zero Hora: Elis, 30 anos depois (2012)



Download this Video to MP3 - > YouTube MP3

http://youtu.be/BTDWMaiorT8

Add to orkut

Posted in VIVA ELIS | Tagged , , , , , | 1 Comment

Maria Rita, a herdeira da MPB

A filha de Elis Regina conquistou seu lugar próprio na música brasileira e já vendeu mais de 1 milhão de CDs e DVDs.

Vanessa Andrade
13/1/2012

Dona de uma voz capaz de entoar canções que são verdadeiras poesias. Maria Rita Camargo Mariano completa em 2012 dez anos como cantora profissional. Em seu site a cantora afirma que começou a cantar no momento que se sentiu preparada: “Você se achar no mundo é uma tarefa muito difícil. Encaro a vida como um grande processo feito de vários pequenos processos no caminho. Sempre quis cantar. Mas a questão não era querer. Era por quê. Não gosto de fazer nada sem ter um porquê. Fica mais fácil quando você tem um objetivo, uma meta. O motivo passou a existir quando percebi que ficaria louca se não cantasse”, diz a jovem que se formou em comunicação social e estudos latino-americanos nos EUA.

A filha de Elis Regina e César Camargo Mariano é ganhadora de seis prêmios Grammy Latino incluindo o Grammy Latino de Melhor Artista Revelação. Também já ganhou o Prêmio Multishow de Música Brasileira, entre outros prêmios nacionais. A cantora já vendeu 1,285 milhão de CDs e DVDs, somente no Brasil.

Seu primeiro disco, “Maria Rita”, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. O primeiro DVD chegou à marca de 180 mil cópias. Ambos foram lançados em mais de 30 países. Maria Rita tem quatro CDS e três DVDS. Seu trabalho mais recente foi lançado em setembro de 2011. O álbum Elo já ganhou disco de platina e caminha para o sucesso.

Para 2012 Maria Rita pretende estrear o projeto Viva Elis. Ela vai cantar músicas de sua mãe num show gratuito no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. A apresentação será em 17 de março, dia do aniversário de Elis.

http://www.tempodemulher.com.br/artigos.asp?CP=TDM&cod=1924&PG=TM_O10

Add to orkut

Posted in VIVA ELIS | Tagged , , , , , , | Leave a comment

Biografia: Furacão Elis ganha reedição

Paulo Camargo

A editora LeYa Brasil lança neste mês uma nova edição, revista e ampliada, de Furacão Elis, única biografia da cantora, escrita pela jornalista Regina Echeverria, que já tem obras sobre a vida de outros grandes nomes da música, como Gonzaguinha e Cazuza.

O livro se concentra mais em aspectos pessoais do que em detalhes técnicos da carreira. Narra como, aos 11 anos, Elis cantou pela primeira vez no programa Clube do Guri, na Rádio Farroupilha em Porto Alegre, e surpreendeu pela voz marcante e por cantar sorrindo com os olhos fechados. Também conta, em detalhes, a mudança, aos 18 anos, para o Rio de Janeiro, na companhia do pai. Na cidade, fez o périplo de shows nas rádios e lançou-se como crooner no Beco das Garrafas, reduto boêmio na Copacabana dos artistas cariocas da década de 1960.

A biografia, que já teve edições lançadas pela Globo e pela Ediouro, ganha na LeYa um anexo importante, contendo uma entrevista com o compositor Paulo César Pinheiro.

Furacão Elis, de Regina Echeverria. Editora LeYa, 272 págs., R$ 39,90. Biografia.

http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1212686&tit=Viva-Elis-e-homenagem-prestada-pelos-filhos

Add to orkut

Posted in VIVA ELIS | Tagged , , , | Leave a comment

Viva Elis é homenagem prestada pelos filhos

João Marcello Bôscoli e Maria Rita estão à frente de exposição itinerante e série de shows que relembram a carreira da artista

Publicado em 14/01/2012 | Folhapress

Em 19 de janeiro de 1992, quando se completavam dez anos de morte de Elis, reportagens sobre a efeméride lançavam a pergunta: como o Brasil pôde se esquecer tão rapidamente daquela que tantas vezes foi considerada sua maior cantora?

Duas décadas se passaram, e o quadro se reverteu. Ao lado de Gal Costa e Nara Leão, Elis é, de novo, a cantora que mais influencia novas gerações de vozes femininas.

Muito dessa volta se deve à aparição, há uma década, de Maria Rita. A filha apresentou a mãe à juventude que ainda não a conhecia.

“Não conheço outro caso assim: um gênio vocal gerar uma filha que seja reconhecidamente uma das cantoras mais importantes de sua geração”, diz João Marcello Bôscoli, irmão de Maria Rita. “Nenhum plano de marketing seria capaz de promovê-las de maneira tão intensa e verdadeira.”

E Maria Rita, agora, trabalha nessa promoção diretamente. Em 17 de março, data em que Elis completaria 67 anos de vida, a filha sobe ao palco do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, para estrear temporada em que interpretará o repertório da mãe.

O show, que segue depois para Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio e Recife, em datas ainda não confirmadas, faz parte do projeto Viva Elis, encabeçado por Bôscoli, que inclui ainda uma exposição itinerante.

A abertura está marcada para o dia 14 de abril, no Centro Cultural São Paulo, e vai reunir fotos da cantora, imagens de entrevistas, cenas de shows e especiais de tevê, ingressos e pôsteres, objetos pessoais, roupas, documentos e, é claro, sua música.

“A partir de nossa pesquisa de imagens, pretendemos lançar os especiais de tevê gravados em Portugal, Alemanha e França”, diz Bôscoli. O pesquisador Marcelo Fróes, responsável pelas edição, enumera mais possibilidades: “Já ouvi shows dela com a orquestra de Erlon Chaves, em 1970, e conheço pelo menos duas apresentações com Tom Jobim, em 1974, além de programas de rádio com o grupo de Luiz Loy, nos anos 1960”.

http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1212686&tit=Viva-Elis-e-homenagem-prestada-pelos-filhos

Add to orkut

Posted in VIVA ELIS | Tagged , , , , , | Leave a comment

Elis Regina: mostra multimídia vai reunir frutos de décadas de paixão

Agência O GloboPor Luiz Fernando Vianna (luiz.vianna@oglobo.com.br) | Agência O Globo – 9 horas atrás

RIO – Allen Guimarães nasceu Alcindo 45 anos atrás e há 30 vive boa parte de seu tempo em nome de Elis Regina. Foi vendo os programas exibidos quando da morte da cantora, ocorrida em 19 de janeiro de 1982, que ele constatou que conhecia, sim, aquela voz, a de sucessos como “Lapinha” e “Madalena”. E que precisava ver e ouvir mais essa mulher, desaparecida aos 36 anos em função de uma combinação possivelmente acidental de álcool e cocaína.

O projeto “Viva Elis”, maior evento inspirado nas três décadas sem a artista, só começará a rodar o país em março (ver datas e locais em box nesta página) graças a fãs apaixonados como Allen – o nome foi adotado durante uma estada nos EUA, já que um amigo não conseguia pronunciar “Alcindo”. O paulistano se transformou no epicentro de uma rede de pessoas que, sem receber ordem ou dinheiro de ninguém, vinham montando acervos dedicados a Elis à espera de uma chance de torná-los públicos. A chegada desse momento permitiu a reunião inédita de, por enquanto, cerca de 500 fotos, mil reportagens de jornais e revistas, 36 horas de vídeos e um tempo ainda não calculado de áudios.

- E toda semana nos ligam oferecendo mais coisas – conta João Marcello Bôscoli, de 41 anos, o mais velho dos três filhos da cantora e principal responsável pelo “Viva Elis”, projeto de R$ 6 milhões patrocinado pela Nívea e com programação gratuita cujo carro-chefe é uma exposição multimídia baseada no material reunido.

Seu desejo é, após o fim da mostra, manter tudo – inclusive o pouco que a família tem – na sede de um Instituto Elis Regina, a ser criado em São Paulo, Rio ou Porto Alegre (cidade natal da artista).

- Não vamos guardar numa caixa – diz ele.

Documentário de seis horas

Allen está há seis anos na Trama, produtora e gravadora de João Marcello, e trabalha com Maria Rita, que participará de “Viva Elis” cantando o repertório da mãe. Ganhou o emprego graças à fama de obcecado pela cantora firmada entre 2000 e 2005, quando era funcionário da Universidade Federal de Uberlândia. Com o respaldo acadêmico, contatou instituições e emissoras de outros estados e países, formando uma coleção preciosa. Por exemplo: especiais de TV de Portugal, França e Alemanha, matéria-prima de um possível DVD futuro.

Mal resolveu estudar cinema, pôs na cabeça a ideia de um filme sobre Elis. Câmera na mão e mochila nas costas, fez 48 entrevistas. Foi reprovado por faltas. Ouviu em Uberlândia que documentário com mais de 20 minutos é chato. O seu tem seis horas, que foram exibidas em capítulos numa semana dedicada à cantora na universidade. A exposição de “Viva Elis” terá uma versão reduzida. A transcrição das entrevistas responde pela maior parte de um livro de Allen (também batizado de “Viva Elis”), que será enviado a bibliotecas na mesma época da mostra.

Do acervo que está em suas mãos, 90% vieram do Elis em Movimento, grupo criado em 1 de maio de 1982, em São Paulo, com o intuito de coletar o que dissesse respeito à carreira da cantora, não à vida pessoal. Chegaram a ser 700 sócios, enviando de todo o país fitas, fotos, bilhetes, revistas. A busca de um patrocínio foi em vão.

- Havia preconceito. Uma companhia aérea disse que ela era uma “fumeira” (usava drogas) – lembra um dos diretores, o sociólogo e assessor de imprensa Beto Previero, de 69 anos. – Não queríamos parecer um bando de alucinados. Foi preciso que saíssem uns fanáticos que viam Elis em cima da geladeira, em qualquer lugar. E realizamos 29 edições da Semana Elis. Agora, a função está cumprida.

Eles receberam de mães cujos filhos morreram em consequência da Aids coleções deixadas sobre a cantora. Em 2011, temendo que, após morrer, sua família jogasse fora o acervo montado ao longo dos últimos 46 anos (ingressos de todos os espetáculos, 40 discos de vinil, 70 CDs, dez pastas com recortes de jornais, três retratos de Elis que comprou de pintores de rua e 300 fitas de programas de rádio gravados na empresa de peças para relógios em que trabalhava), a paulista Isaura de Oliveira, de 62 anos, doou tudo para Allen.

- Ele me prometeu digitalizar. Não quero ganhar dinheiro, mas que tudo fique preservado – diz ela.

A jornalista carioca Teresa Cavalleiro também nunca vendeu os registros em super-8 que, ao lado do amigo Acyr Fonseca, fez do último show de Elis aberto ao público, em novembro de 1981, no Teatro João Caetano – em dezembro daquele ano, ela realizou um fechado para uma empresa. São imagens sem nitidez, mas históricas, de “Se eu quiser falar com Deus” e “O trem azul”.

- Para ver minhas imagens na exposição, vou levar uma caixa de lenços – imagina Teresa, de 53 anos, que tem na sala de trabalho um pôster do show “O trem azul”. – Nos dias 19 de janeiro e 17 de março (data de nascimento de Elis), uso a camisa do “Saudade do Brasil” (show de 1980), com o nome dela na bandeira no lugar de “Ordem e progresso”.

oglobo.com.br/cultura

http://br.noticias.yahoo.com/elis-regina-mostra-multim%C3%ADdia-vai-reunir-frutos-d%C3%A9cadas-100000391.html

Add to orkut

Posted in VIVA ELIS | Leave a comment

Elis vive

Sexta, 13 de janeiro de 2012, 07h53 Atualizada às 11h58

Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo

Pois estimados milhares de leitores, rolou uma lágrima furtiva por esse meu rosto insensível, nesse exato instante. Meu erro foi clicar nesse link e ouvir “Cais” cantado por Elis, acompanhada por um ilustre trio em branco e preto, como toda a grande música deve ser tocada e vista. O beiço está até agora tremendo. Com vocês acontece a mesma coisa?

Viva o youtube, viva a internet, viva a chance que temos de simplesmente cutucar um pouco e encontrar quase tudo de bom que já produzimos, para ver, ouvir, acreditar que sim, fomos capazes de criar tudo isso, e sim, tivemos, por mais incrível que pareça, uma Elis. Ela existiu, caríssimos leitores, e temos provas.

Eu a vi uma vez, tão pequena. Me faz lembrar a história do general espartano que removeu as penas de um rouxinol e disse, desapontado “É apenas uma voz, e mais nada”. E mais tudo, estimado espartano, e mais tudo. Elis era uma voz e mais tudo. Olhem, ouçam. Não era?

No dia 19 de janeiro de 1982 eu estava em um trem na distante e fria Alemanha, quando alguém descobriu que eu era brasileiro e veio perguntar o que havia acontecido com Elis. Eu não sabia, fiquei sabendo naquele trem, e subitamente lá fora era não mais a Baviera, mas a Sibéria, caros leitores. A Sibéria. Desde então a gente passou a morar num frio siberiano, mesmo que nem sempre a gente perceba. Pois olhando para esses vídeos se percebe. Ouçam Meio de Campo, Canção do Sal, Ladeira da Preguiça, Tiro ao Álvaro, e, sugestão, não se arrisquem a ouvir Águas de Março, porque isso pode comprometer a alma e a cacunda de maneira irreversível.

Eu lembro de comprar Elis e Tom, em 74 mesmo, bem novinho, e ficar escutando junto com a minha namorada igualmente adolescente e apaixonada, muito mais por Elis do que por mim, no que estava muito certa. Aquilo era tão grande que até adolescente se dava conta de que havia algo no mundo maior do que o seu umbigo. Não é pouco, caros leitores, não é pouco.

Um amigo escritor defende a tese de que não existe “intérprete genial”, pois a palavra genial é de uso restrito de compositores. Eu concordo discordando, mas discordo para valer no caso de Elis. Ela via o que estava lá e ninguém mais via. Ela via montanhas no meio do nada e provava. Ela transformava a nossa topografia cantando o que a gente precisava ouvir, de um jeito que ninguém jamais cantou antes, ou depois.

Eu não consigo deixar de pensar que o Brasil foi capaz de tudo isso, em pleno regime militar, apesar dele, contra ele, por conta dele. Havia Chico, havia Gil no melhor, havia Tom. E havia uma Elis juntando os pontos, dando sentido para a coisa toda, traduzindo para a gente um Adoniran, Milton Nascimento, no auge, cantando lindamente aquelas letras sem pé nem cabeça dos mineiros, cantando Bolero de Satã com Cauby Peixoto, minha gente. Alguém aí já ouviu o Bolero de Satã cantado pela Elis?

No momento dos trinta anos da morte física de Elis, vêm aí um ótimo tsunami de lançamentos, caixas e caixas da Elis que todos ouvimos e coisas que nunca ouvimos. Esse país desmemoriado aparentemente sabe o que precisa lembrar, de um jeito ou de outro. Elis, que nunca facilitou nada para ninguém, de alguma maneira conseguiu superar a obsessão brasileira com o isopor e nos fez sentir paixão pelo denso, pelo rico tecido da nossa musicalidade.

Eu fico pensando se com ela o nosso presente seria outro. Ela teria apenas 67 anos agora, se estivesse ainda mais viva do que está. Será que ela encontraria algum oasis nesse deserto que a nossa música virou? Eu creio que sim, eu sei que sim, e por isso dói tanto a falta que ela faz. Podemos e devemos ouvir o que ela fez e que é incrível, mas se ela estivesse aqui, ouvindo e olhando, quem sabe ela nos tiraria desse muito pouco em que andamos atolados? Hoje o Brasil me parece muito mais a sexta economia do que uma grande nação. Ouvindo Elis a gente se dá conta da diferença entre uma coisa e a outra.

De minha parte, assumo aqui o compromisso perante os meus milhares de leitores de que o Manuel Carneiro da Cunha, por enquanto com dois meses de idade, vai crescer e conhecer Elis. É o mínimo que se espera de cada brasileiro consciente dos seus deveres de cidadão.

Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem “O Branco”, premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos “Simples” e o romance “O Nosso Juiz”, pela editora Record. Acaba de escrever o romance “Depois do Sexo”, que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances “Insônia” e “Antes que o Mundo Acabe”, publicados pela editora Projeto.

Fale com Marcelo Carneiro da Cunha: marceloccunha@terra.com.br
ou siga @marceloccunha no Twitter

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5555843-EI8423,00-Elis+vive.html

Add to orkut

Posted in VIVA ELIS | Tagged | Leave a comment

Operação Elis

Arquivos abertos da família e outros materiais inéditos trazem à tona uma Elis que quase ninguém viu

19 de março de 2011 | 6h 00
Júlio Maria – O Estado de S.Paulo

Nem uma estratégia orquestrada em detalhes poderia ter seus nós tão bem amarrados. De repente, muita gente pensou em Elis Regina, e começou a agir.

Em conversas com João Marcello Bôscoli, produtor musical e um dos filhos da cantora, a gravadora Universal já tem acertado para 2012 o relançamento dos 21 álbuns que Elis gravou pela companhia. Eles sairão em CDs individuais remasterizados e em duas caixas de luxo, com mais um CD de raridades cada.

“Já estamos bolando uma série de coisas em conjunto com o João Marcello: site exclusivo com toda a discografia, relançamento dos álbuns em grande estilo e tudo mais que algo dessa magnitude mereça”, diz José Eboli, presidente da Universal.

Grande, mas só o começo. Uma ‘operação Elis’, com um documentário de seis horas de duração, exposição, biografia e shows da filha de Elis, Maria Rita, por cinco cidades do País, compõem um projeto maior, chamado Redescobrindo Elis. Uma captação aprovada pelo Ministério da Cultura permite a João Marcello captar até R$ 5,8 milhões com patrocinadores para as investidas, programadas para o segundo semestre de 2012. “Assim que fiz 40 anos resolvi que deveria realizar algo maior pela minha mãe. E no ano que vem serão completados 30 anos da morte de Elis.”

Ambicioso, mas não esgota o assunto. O fotógrafo Paulo Kawall, ‘apadrinhado’ por Elis aos 21 anos e que se tornou uma espécie de retratista oficial da cantora, anda por São Paulo com dois livros pesados em busca de patrocínio. São fotos exclusivas que Paulo tirou da artista, muitas vezes a pedido da própria, entre 1976 e 1982, em formatos gigantes para os padrões de livros assim – 30 cms por 40 cms (leia na página ao lado). Em busca de patrocínio, Kawall não quer ceder às exigências da Lei Rouanet, pelas quais ele teria de mudar o formato e a feitura do livro para barateá-lo.

O mergulho mais profundo de Redescobrindo Elis está nas mãos do paulista Allen Guimarães, 44 anos. Em 2005, o então estudante de cinema em Uberlândia passou a seguir os rastros de quem quer que tivesse algo interessante a dizer sobre Elis Regina. Entrevistou quase 50 pessoas, dentre elas Gal Costa, Gilberto Gil, Marília Pera, André Midani, Milton Nascimento, Nelson Motta e Jair Rodrigues. Uma cena retirada daqui, uma fala a menos ali, e restaram ainda seis horas de imagens, nas quais ele se recusou a mexer. “Chegou uma hora em que falei: ‘Vou fazer do jeito que eu quero’.”

No ESTADÃO, há mais fotos e 1 vídeo.

O vídeo, batizado Como Éramos Elises seria apenas um trabalho para a faculdade antes de cair nas mãos de João Marcello. “Foi o que me motivou a fazer o projeto maior”, diz João. A princípio, sua exibição será apenas durante a exposição de Elis, em local ainda não definido. Dividido em seis partes de uma hora cada, o documentário não faz buscas na vida particular de Elis, a não ser nos momentos citados pelos próprios entrevistados. Mas uma das ‘Elises’ que ele traz é surpreendente.

A engajada.Elis Regina ardia bem mais do que pimenta nos olhos dos ‘gorilas’ da ditadura. ‘Gorilas’ foi a forma como ela mesma se referiu aos militares brasileiros daquele 1969, em uma entrevista que lhe custaria caro, concedida a uma revista na Holanda. Dois anos depois, ela seria convocada a prestar depoimento no Centro de Relações Públicas do Exército (CRPE) para falar do episódio. As conclusões dos militares sobre Elis constam em um documento reproduzido no livro que Guimarães pretende lançar junto com o documentário. Diz o relatório: “(Elis) É muito afeita a gravar músicas de protesto, inclusive ligadas ao movimento Poder Negro norte-americano, apesar de não demonstrar ligação com o mesmo.” Em outro trecho: “Mostra-se retraída, não participante de grupos, mesmo em festas ou reuniões sociais.”

Elis desabafa em 1979 sobre o período a um jornal gaúcho não identificado por Guimarães. “Eu estava atônita que sabiam tudo da minha vida, porra. Dia tal, lugar tal, tal hora, você conversou com fulano… Até os números de cheques que eu mandava pra minha mãe em Porto Alegre, o número da conta…”

Mas Elis, a cantora que teria feito 66 anos na última quinta-feira, é o tema que predomina no documentário. Ivan Lins define: “Eu, Milton Nascimento, Edu Lobo, nós vivíamos compondo para Elis. Mesmo que ela não gravasse, isso fazia com que mantivéssemos o nível de nossas composições.” Nelson Motta explica a divisão de terras que Elis promoveu no canto brasileiro. “Antes de Elis, todos imitavam João Gilberto. Caetano, Chico, Gil, Gal Costa, Edu Lobo, Francis Hime, Dori Caymmi. Todo mundo cantava baixinho. Elis veio mostrar a potência da voz.” João Marcello quer mais. As fotos desta página, tiradas no casamento de Elis com Ronaldo Bôscoli, assim como a carteira de trabalho com os primeiros registros da artista (profissão: cantora. Estabelecimento: Rádio Sociedade Gaúcha. Ano: 1958. Salário: 6 mil cruzeiros) saíram do arquivo pessoal de João. “As pessoas começaram a me mandar muito material desde que souberam do projeto. Há coisas encontradas em latas de lixo de nossa família.” Entre seus planos estão a criação de um museu permanente de Elis e um curso de canto com o nome e o selo de qualidade da maior cantora do País.

O Documentário


Capítulo 1

O início de carreira. A conquista com Arrastão no Festival de 65. O programa O Fino da Bossa.


Capítulo 2

O encontro com o gaitista belga Toots Thielemans. A passeata contra a guitarra no final dos anos 60. O show Falso Brilhante e o dueto histórico com Tim Maia, em 1971.


Capítulo 3

A atuação política de Elis, a ditadura, o programa Som Livre Exportação, o encontro com César Camargo Mariano.


Capítulo 4

A Elis política. A mãe e dona-de-casa e os espetáculos Falso Brilhante e Transversal do Tempo.


Capítulo 5

O Festival de Montreux e a série Grandes Nomes, da Globo.

Hermeto Pascoal fala sobre o polêmico dueto no Festival de Montreux em 1979.


Capítulo 6

Os shows Saudade do Brasil e Trem Azul

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,operacao-elis-,693876,0.htm

 

 

 

Add to orkut

Posted in VIVA ELIS | Tagged , , , , | 1 Comment

Show de Maria Rita com músicas da mãe acontece no aniversário de Elis ( Aguardemos as DATAS no SITE OFICIAL).

07/01/2012 – 08h04

Já tem data a estreia de Maria Rita cantando músicas de sua mãe, Elis Regina (1945-1982), no projeto “Viva Elis”.

A informação é da coluna de “Mônica Bergamo”, publicada na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O show gratuito será no dia 17 de março, aniversário de Elis, no Auditório Ibirapuera. O palco estará virado para o parque.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1031121-show-de-maria-rita-com-musicas-da-mae-acontece-no-aniversario-de-elis.shtml

Add to orkut

Posted in VIVA ELIS | Tagged , , , , , | Leave a comment

@MROFICIAL ♥ DIVAAAAAA querida, “Olha quem chegou/ Pra matar meu coração…” via Sedex!!!

Robby Tanaka, um amigo, me PRESENTEOU com essa coisa mais linda do mundo!!

E a emoção? E as lágrimas, cantora???

PERFIL dele no Facebook:

http://www.facebook.com/profile.php?id=100001715254210

Recado para os “bacanudos”:  Se alguém tiver interesse, adicione o Robby Tanaka no Facebook.

Segue o valor: 40 reais + Frete ( o frete, a calcular).

Muito obrigada, de coração,  @RobbyTanaka!!

( https://twitter.com/RobbyTanaka )

Add to orkut

Posted in DESTAQUE | Tagged , , , | 3 Comments